O público decepcionou, a banda não.
Serei justo, o evento foi muito bom. Quem foi, quem viu, curtiu (rimei!).
O problema foi exatamente esse: muita gente não foi. Realmente o Prodigy não é uma banda que está em evidência no mercado nacional, mas convenhamos que, tirando as “bandas de sempre”, quase nenhuma outra está em evidência no mercado nacional.
O negócio aqui tá tão feio que o mercado é que corre atrás da galera, já que ninguém precisa mais de rádio e da mídia antiga pra ficar por dentro do que é bom.
Mas se for isso mesmo, eu acabo de ir contra o que eu acabei de falar. Acho que pode ser uma combinação disso com o preço dos ingressos e falta de divulgação e outros fatores.
Uma amiga minha, por exemplo, falou que não foi somente por que havia se esquecido de que o show era hoje. Segundo ela, o burburinho do show aconteceu quando a data foi marcada, algo em torno de uns 2 ou 3 meses atrás. Depois o tempo foi passando e ela sabia que era agora pelo final do mês, mas como ninguém mais falou nada do assunto, o show aconteceu e ela só soube no dia.
O público da casa era pequeno mas a animação não.
Parece que foi ontem que o QPP foi pra terra da garoa curtir o organizadíssimo festival Planeta Terra com nomes de peso como Kaiser Chiefs, Offspring, Bloc Party e muitos outros.
O site do festival já está no ar em www.planetaterra.com.br
Esse ano o festival está de volta com muitas novidades.
Entre os nomes temos, entre outros, Iggy Pop com os Stooges, Primal Scream, Maximo Park, Ting Tings, Metronomy e Sonic Youth e os brazucas do Móveis Coloniais de Acaju e Copacabana Club.
O QPP vai ser novamente um dos embaixadores do Planeta Terra e além das informações oficiais do festival teremos sorteio de convites e outras coisinhas mais… Aguardem e confiem!
Minha história na Europa é longa, envolve 10 cidades em diversos países, inúmeros perrengues e casos, mas o que importa pro QPP é que no final de tudo, em Lisboa, comprei uma barraca que armava sozinha, um sleeping bag e me lancei pros cafundós do Judas, no interior da Bélgica. Hasselt era o destino, mais especificamente em Kewit, uma estação de trem.
A ida até Bruxelas eu fiz de avião. Talvez uma das únicas coisas que foi realmente planejada nessa viagem. Passagem Lisboa-Bruxelas-Lisboa comprada no mesmo momento que eu comprei o meu ingresso pro festival, meses antes da viagem.
Chegando no aeroporto de Bruxelas, gigante por sinal, vejo que a Infraero da Bélgica é como a brasileira, ou seja, muito enrolada. Você sai do avião, anda anda anda, passa por um shopping center, desce três lances de escada rolante, sobre outros três novamente e nada de pegar a bagagem. A Bélgica é tão pequena que é bem capaz das malas terem ido parar na Holanda que é ali do lado e eles terem ido buscar “rapidinho”.
Bem, malas na mão, ou melhor, barraca na mão, mochila nas costas, lá estava eu procurando a estação de trem que passava dentro do aeroporto. Coisa fina. Cheguei lá, me informei sobre a ida e a volta, o cara falou em inglês perfeito comigo, muito educado, imprimiu um papel com o horário do trem de volta e onde eu deveria saltar para fazer a baldiação. É assim que escreve? Baldiação? Vamos lá…
Pego um trem sozinho até a verdadeira estação giga de Bruxelas. Quando chego lá, trocentas mil cabeças, adolescentes, crianças e adultos esperando pelo trem. A maioria com suas mega mochilas, barracas e cervejas…mtas cervejas. Zoeira total.
Esqueci de dizer que o ingresso pro festival me dava direito ao trem de ida e volta de graça e como eu ia ficar os 3 dias do festival eu podia chegar um dia mais cedo para montar minha barraca e sair um dia depois do término do festival. Bom esquema.
Trenzão foda de 2 andares para na estação e a muvucada parte em massa pegar um lugar. O trem fica mais lotado do que trem da Central as sextas-feiras por volta das 19:00. Ok, não tão lotado, mas incrivelmente lotado. Teve gente que teve que ir em pé. Pelo menos tinha ar refrigerado e eu consegui um lugar pra mim sozinhão, sem ter lugar do lado.
Fone no ouvido e partiu!